O Vendedor e o Papagaio

Um abastado homem de negócios vivia sozinho numa enorme casa perto de uma grande cidade. Era dono de um enorme negócio de venda de água de rosas, nozes, figos, amêndoas e pistácios. Ele até podia estar feliz com a sua vida, mas sentia-se muito só. Ainda estava de luto por ter perdido a sua amada mulher, que tinha morrido há vários anos.

Um abastado homem de negócios vivia sozinho numa enorme casa perto de uma grande cidade. Era dono de um enorme negócio de venda de água de rosas, nozes, figos, amêndoas e pistácios. Ele até podia estar feliz com a sua vida, mas sentia-se muito só. Ainda estava de luto por ter perdido a sua amada mulher, que tinha morrido há vários anos.

Um dia, um lindo papagaio voou até junto dele. Tinha uma plumagem verde-amarelada, com a parte de trás da cabeça numa tonalidade azul-clara e tinha um bico vermelho particularmente bonito.

Passaram-se muitos dias e semanas, durante os quais o papagaio e o homem se tornaram amigos. O homem estava felicíssimo por já não estar sozinho e passava muitas horas a ensinar o papagaio a falar. Como recompensa para quando aprendia algo novo, o papagaio recebia um cubo de açúcar, que, desta forma divertida, se tornava cada vez mais importante para ele.

Uma noite, depois de um longo e difícil dia, o empresário chegou a casa muito cansado. Pediu ao pássaro para se manter acordado e tomar conta da casa e dos seus preciosos tesouros.

O papagaio manteve-se atento durante toda a noite e não deixou o saco do açúcar longe da sua vista. De madrugada, porém, vieram uns ladrões que roubaram a casa inteira sem serem perturbados. Levaram todo o ouro, roupas caras, especiarias e fruta, mas deixaram o saco de açúcar para trás sem pensar duas vezes.

De manhã, o empresário correu pela casa absolutamente horrorizado e lamentou-se ao papagaio a perda de todos os seus tesouros. O papagaio simplesmente respondeu: «Mas eu cuidei do saco de açúcar! Não é esse o nosso bem mais precioso?»